Legado dos deuses – Capítulo 1 – O aviso

Livros e sagas envolvidos: Percy Jackson e os Olimpianos, Os Heróis do Olimpo. História Ninguém soube como eles se organizaram, nem porque o mundo inferior não deu o alerta, nem como conseguiram chegar às portas da capital da mais poderosa nação divina tão furtivamente. Mas a verdade é que conseguiram. Em um minuto tudo estava […]

Os Heróis do Olimpo

Livros e sagas envolvidos: Percy Jackson e os Olimpianos, Os Heróis do Olimpo.

História

Ninguém soube como eles se organizaram, nem porque o mundo inferior não deu o alerta, nem como conseguiram chegar às portas da capital da mais poderosa nação divina tão furtivamente. Mas a verdade é que conseguiram.

Em um minuto tudo estava calmo, pelo menos tão calmo quanto é possível em um conglomerado de milhares de deuses maquinando como deixar as vidas uns dos outros e a dos mortais e semideuses um inferno.

Ares desafiava Atena para outra luta pelo título de campeão do Olimpo pela décima vez, das quais ele ganhou… Hum… Zero. Isso só nos trinta anos em que moro aqui no Olimpo.

Hércules e Hebe discutiam sobre o nome do bebê que estava por vir. O mais forte dos Olimpianos insistia que o garoto deveria se chamar Zeuscoles, para herdar a força do pai e o poder do avô, o que a pobre deusa da juventude considerava ridículo (com razão). Mas sua opção não era muito melhor: Herebe. Jovem, linda e fiel como a mãe e a avó (sacaram que ela queria uma menina, não?).

Hermes insistia em convencer, sem sucesso, um entendiado Frank de que usar seus poderes de transformação para… se apropriar sorrateiramente de itens de outrem não lhe colocariam em uma enroscada (nem ele parecia acreditar nas suas palavras, mas fazer o que).

Minha querida namorada Anabeth, como sempre fazia as terças e quintas, estudava estratégia de guerra com sua mãe. Mesmo depois de trinta anos ela ainda se empolgava com as conversas que tinha com Atena. E sim, a deusa da guerra ainda não ia com minha cara, então, nada de passar no templo da sabedoria pra ver como andam as coisas.

Léo conseguiu convencer Jason e Piper a conhecer a principal forja de seu pai, Hefesto. Depois de Jason quase ter explodido o último protótipo de arco de guerra, desenvolvido em uma rara parceria entre Hefesto, Artemis e (pasmem) Dionísio, pensei que nunca mais ele colocaria os pés em uma forja. Mas, depois de oito anos muita coisa passa batido.

Eu estava dentro do templo do meu pai. Bom, estava na piscina que fica nos fundos, então tecnicamente é fora, mas é dentro do território e… Ah, vocês entenderam. O que eu fazia lá? Bom, não tinha nada para fazer, e a Hazel estava passeando com o Arion então…

Hã? Ah, ta… Entendi. O que meus amigos e eu fazíamos no Olimpo? Longa história…

Resumindo, um ano depois de Gaia e os gigantes serem destruídos, meu pai apareceu em casa. Para qualquer um isso seria normal, mas quando seu pai é o deus dos mares, e você só o vê no Olimpo, com seis metros de altura e todo poderoso, ou, em uma batalha onde ele fa z o tridente virar uma mangueira de bombeiro e sai “apagando o fogo” de um exército de gigantes, é estranho ve-lo de bermuda e camiseta havaiana esperando pacientemente para entrar no seu apartamento.

“Não vai me chamar pra entrar, Percy?”, disse ele com aquele sorriso brincalhão. Graças aos deuses meu padastro não estava por perto. Ele até encarou numa boa eu ser filho de um deus, mas nem tanto minha mãe ter namorado um.

Quando eu me afaste ainda sem palavras para meu pai entrar, ele seguiu sem cerimônia e se sentou no sofá. Sentei no sofá ao lado.

“Pai… Hum, a quanto tempo”. Tentei não deixar transparecer que estava meio magoado, afinal, deuses não podem entrar em contato com seus filhos sempre que querem. Mas desde a batalha dos gigantes, não tinha tido notícias dos deuses, nem eu nem meus amigos semideuses em ambos os acampamentos.

E tentei, juro que tentei entender porque meu pai estava com os cabelos loiros.

Como se lesse minha mente, o que não deve ser difícil quando se é um deus, ele deixou de sorrir. Me olhou nos olhos, aqueles olhos verdes e profundos como o mar, me deixando sem graça.

“Filho, me desculpe. Sei que não tem a atenção que gostaria. Eu não poderia estar mais orgulhoso de você. Sem você, não teríamos sobrevivido aos Titans e muito menos aos gigantes. Me deixou orgulhoso, Perseus”.

Minha garganta travou. Não é sempre que encontro meu pai, então, nunca me acostumei a ser elogiado por ele. Todo o meu ressentimento morreu na hora, e, confesso, fiz força pra não me abalar demais. O que só ficou mais difícil quando ele estendeu o braço e tocou meu ombro com a mão.

“Você é um legítimo filho do deus do mar, Percy”.

Ele já tinha dito isso antes, quando eu recupei o raio de Zeus, minha primeira missão como semideus. Mas foi a tanto tempo… Na época não nos conhecíamos, mas guardei essas palavras na mente. Agora, apesar de passar tanto tempo, voltei a me sentir o garoto de doze anos que agradou o pai.

“Obrigado pai”.

“Ah… E o cabelo é para ficar mais parecido com o Owen Hunt.”

O tal do Hunt era um papel interpretado pelo ator Kevin MacKidd, no seriado Grey’s Anatomy, que minha mãe insistia em dizer que lembrava meu pai. Meu padrasto Paul ficava vermelho que nem pimentão quando ela dizia isso. Pelo jeito Tison deve ter entendido o “melhor não comentar com seu pai, Tison querido” com “melhor comentar com seu pai”. Que bom que Paul não estava aqui…

“Hum… Legal pai.”

Ele sorriu pra mim, e se encostou no sofá. Seu semblante ficou sério.

“Tem havido muita correria no mundo dos deuses. Arrumar todo o estrago de duas guerras seguidas não tem sido nada fácil”.

Era de se esperar mesmo.

” Como estão as coisas no seu palácio?”

Ele suspirou, e me pareceu um pouco mais cansado. Um pouco mais… velho.

“Nada mal, embora não tão bem como eu gostaria. Seu irmão Tritão quer se casar, e tem deixado as sereianas loucas com exibições de poder e combate. Infelizmente ele não se apaixona por nenhuma, então, virou um círculo vicioso”.

Fiquei imaginando meu Tritão fazendo poses enquanto se exibia para as garotas aquáticas. Pobres dos sereianos que eram obrigados a lutar com ele.

“A reconstrução do palácio tem demorado bastante.” Continuou Poseidon. Então, ele ergueu uma sobrancelha. “O salão de jogos não está nem perto de ser terminado”.

Sabe quando você quebra o laptop do seu pai, e mesmo deixando passar, ele te culpa por aquilo pelo resto da vida? Foi mais ou menos assim. Quando os deuses e Titans lutaram, convenci meu pai a deixar seu palácio submarino ser quase destruído por Oceanus, o Titã dos mares, para que Poseidon se juntasse aos outros Olimpianos na batalha contra Tifão, o pai dos monstros. Resultado: o Olimpo foi salvo, Tifão foi acorrentado e o Salão de jogos de meu pai foi destruído.

Aquela foi uma boa hora para mudar o rumo da conversa. Meu pai sempre me amou, mas imortais poderosos podem ficar facilmente irritados, e eu não queria virar uma versão plâncton de Percy.

“Então pai… Porque você veio aqui mesmo?”

Graças aos deuses (incluindo o presente naquele momento) funcionou. O semblante de Poseidon voltou a ficar sério, até um pouco sombrio.

“Percy”, ele disse, parecendo escolher bem as palavras, “quando lhe foi oferecida a imortalidade, como prêmio por sua coragem e estratégia na batalha contra os titans, você recusou”.

Não era uma pergunta, então não respondi nada.

“Na época não quis te influenciar, mas eu gostaria muito que tivesse aceitado. Seria ótimo ter você ao meu lado pela eternidade”.

Fiquei sem palavras. Meu pai nunca tinha demonstrado que se importou com minha recusa à imortalidade.

– Pai… eu não sabia, eu…

“Poupe-me das desculpas, filho”, disse ele fazendo um gesto com a mão. “Respeitei sua decisão e me orgulho de você por ela, apesar de achar que parte das suas motivações estão relacionadas àquela filha de Atena”, ele disse, e uma sombra de um sorriso apareceu em seus lábios, ao mesmo tempo em que seus olham ganharam um brilho travesso, e eu ficava vermelho.

Mas logo isso mudou, e pude ver um pouco de tristeza em seu rosto.

“Porém Percy, quando a batalha contra Gaia acabou, tivemos uma reunião do Conselho Olimpiano”.

“Certo…”, estava começando a não gostar do rumo da conversa.

“Nesta reunião”, ele continuou, “foi decidido pela maioria do conselho que os heróis da profecia, Reyna, Nico e o treinador Hedge receberiam a imortalidade”.

Demorou alguns segundos para que eu me tocasse do que ele estava falando.

“Mas pai, não podem fazer isso!”, disse antes que pudesse me segurar. Dizer que deuses imortais e poderosos não podem fazer algo não é lá o mais inteligente.

Mas meu pai sempre deixava passar.

“Sei que você não quer, mas gostaria que considerasse a opção que terá”.

“Como assim?”

Poseidon me olhou e suspirou. Não gostei nem um pouco.

“Vocês serão convocados para uma reunião, daqui a alguns dias. Hermes irá leva-los pessoalmente. Lá, Lorde Zeus fará a declaração oficial”. Ele me olhou com muita seriedade. “Percy, não é uma oferta. Quando Zeus faz uma declaração, significa que não há opção, não há escolha. Se você recusar, será destruído”.

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Fala Galera!

Este é o primeiro cap dessa fanfic. Meu objetivo com ela é escrever sobre os personagens de séries que, assim como eu, muitos leitores curtem pra caramba, como Percy Jackson e os Olimpianos, Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo e Magnus e os Deuses de Asgard.

Mas aqui vocês também encontrarão personagens de outras séries e livros menos conhecidas (mas que não perdem em nada para as obras de Rick Riordan), como  A trilogia de Pégasus e o Fogo do Olimpo, a trilogia Mago, A Batalha do Apocalipse, Harry Potter e outras…

Aproveito para divulgar meu livro, A Filha do Tempo, do qual alguns personagens farão uma pequena participação por aqui – http://my.w.tt/UiNb/0ZwFFuu0ty

Bem, é isso!!! Abração!!!

E ae, curtiu? Não? Comente ai!